Tônio Kroeger e A morte em Veneza – Thomas Mann

Dois contos em um só livro!

Thomas Mann no Comenta Livros

Esse livro veio como sugestão, então comprei no sebo virtual e não me arrependi.

Estou com uma edição mais antiga, de uma capa grossa em vermelho e dourado que me chamou a atenção. O preço foi muito baixo, valeu a pena.

Em compensação, o preço dele para livro físico está um pouco caro, vale a pena pesquisar.

São duas novelas em um livro só e percebi isso quando terminei a primeira parte. Nunca tinha ouvido falar desse escritor, nascido numa cidade da Alemanha, filho de um senador e de uma brasileira. Era descendente de alemães e negros. Morreu em 12 de agosto de 1955.

Cursou Arte e Literatura, publicou vários livros, inclusive com tradução pelo mundo todo.

Durante o nazismo seus livros foram proibidos, cidadania cassada e seu nome riscado da Universidade de Bonn. Um absurdo não é?  Se exilou na Suíça, onde terminou alguns livros e fundou uma revista.

Tônio Kroeger nada mais é a estória de um menino que cresceu numa cidade e após a morte de seu pai, sua mãe casa-se novamente e mudam para outra localidade.

Durante esse período Tônio estuda e torna-se um artista, na verdade um poeta,  voltando anos depois a sua cidade natal, sua casa e tendo lembranças amargas e difíceis. Nessa passagem ele fala muito da relação entre artista e sociedade. Ele vê que sociedade ainda precisa evoluir muito para aceitar os artistas da forma que são, e fala também do amor que tem por uma moça desde criança mas a mesma está namorando seu  melhor amigo dessa mesma  época. Tudo escrito de forma leve e sutil.

Durante bom tempo na narrativa, percebemos Tônio querendo ser aceito pela sociedade e além disso, ser consagrado.

Além do mais Tônio escreve para sua amiga e pintora Lisavieta, onde ele divaga, filosofa sobre vários assuntos da época, para mim um ponto alto do livro.

O final é bem inesperado, nem percebi que já tinha acabado.

Na segunda parte vimos um escritor Gustav que tendo uma crise de estresse vai para Veneza para se curar. Lá vê um rapaz Tadzio que se apaixona, mesmo sem nunca ter trocado nenhuma palavra com ele. Quer dizer, trocou uma ou duas.

Gustav  admira a figura, amando e falando sozinho, imaginando como seria bom tê-lo em seus braços. Seu pensamento vai longe nas ideias e formas de amar. Tudo muito sutil e encantador.

Durante essa viagem de autoconhecimento, vem a decadência e a morte, muito forte em sua obra.

Vale a pena cada página desse amor platônico e seu final.

Na edição que tenho são 170 páginas de uma verdadeira obra de arte, que se fosse você já compraria e depois me contaria o que achou.

Espero que tenham gostado e comentem aqui ou curtam o comentário.

Boa leitura.

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