Vale das Pitangueiras – Elenice Koziel
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Olá leitores tudo bem?
Hoje trago para vocês uma história sensacional. É apresentado com 159 páginas e uma capa que diz muito sobre o que vamos ler.
Uma mulher casada, mãe de uma adolescente resolve dar um tempo na sua vida de professora. Sua carreira não ia muito bem e o esgotamento mental fez com que ela tomasse uma decisão.
O seu casamento é marcado por pontos negativos. Seu marido não é bem aquilo que ela esperava.
Então, em busca de equilíbrio e paz segue para a casa de sua avó no Vale das Pitangueiras.
Com todos os problemas já citados, Natália está de luto. Sua irmã morreu num acidente de bicicleta.
Aos poucos, conheceremos sua vida e suas incertezas.
Longe de tudo vai aos poucos conhecendo melhor sua avó, sua vida no campo e as coisas boas da vida.
Com alguns bons amigos e quem sabe um novo amor, aos poucos percebe alguns fatos que são acertados em sua vida.
Seu lema é ser feliz. E para que esta felicidade aconteça, escolhe que a sua carreira como professora encerrou.
Seu casamento? Desfeito. Agora só falta recuperar o tempo perdido na relação com sua filha. Ela precisa reconquistá-la.
Uma linda história que vai te emocionar e te colocar em cada cena da vida da personagem.
O final é magnifico e tudo que a escritora escreveu diz muito sobre a sua vida.
Separei alguns trechos que gostei para que vocês percebam a delicadeza em cada cena:
Fiquei olhando a vó, agora de costas, com as mãos enrugadas picando o cheiro-verde com cuidado. Pensei na cozinha como seu espaço de guerra e de ternura. Pensei que talvez, com ela, eu pudesse, finalmente, reaprender a cozinhar, não só pratos, mas memórias que não doessem tanto.
Neste trecho, Natália está despedaçada e em busca de ajuda. Ela tenta através da arte de cozinhar, a reconexão com a sua vida.
E para finalizar mais um trecho:
Naquele quarto com cheiro de madeira velha e tempo acumulado, senti que eu também precisava me perdoar. Que ser mãe é acertar algumas vezes, errar muitas, mas seguir tentando. Que talvez ainda houvesse tempo de reconstruir o que se perdeu. E que, mesmo distante, Marina ainda era o amor mais intacto que morava em mim.
A personagem está falando de sua filha Marina. Em vários momentos ela sente dificuldade em se aproximar dela e saber seus segredos, desejos e vontades. Faltava diálogo, respeito e cumplicidade.
Com estes pequenos trechos encerro o comentário de hoje.
Espero que vocês tenham gostado.
Uma boa leitura. E não esqueçam de curtir, compartilhar e seguir o blog.
Adriana Mellado
