Escritores que mudaram o rumo da literatura: descubra seus legados – 6.

Olá leitores tudo bem com vocês?
Vamos conhecer um pouco sobre Graciliano Ramos na série Escritores que mudaram o rumo da literatura?
Se você deseja saber sobre o seu escritor preferido deixe sua sugestão que em breve trarei aqui.
Lembrando que a vida dos escritores tem mais informações na internet.
Graciliano Ramos nasceu em 27/10/1892 em Quebrangulo no Estado de Alagoas. Foi um dos maiores romancistas e contistas da literatura brasileira, destacando-se como um dos principais nomes da segunda fase do Modernismo (Geração de 30).
Conhecido pelo estilo seco, direto e sem floreios, ele retratou profundamente a realidade social e psicológica do sertão nordestino e do ser humano
Seus pais eram comerciantes e ele foi o primeiro de 16 filhos.
Sua infância foi rigorosa e marcada por mudanças no interior de Alagoas onde foi retratada no livro autobiográfico Infância lançado em 1945.
Morou em Maceió e no Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor e jornalista.
Em 1915, retornou ao Nordeste devido a perdas familiares causadas pela peste bubônica.
Teve uma boa atuação na carreira política. Fixou-se em Palmeira dos Índios (Alagoas), onde atuou como comerciante e foi eleito prefeito em 1927, ganhando fama nacional pelos relatórios administrativos sinceros e bem-humorados.
Uma das primeiras medidas de Graciliano foi cobrar os impostos atrasados, ordenando aos fiscais a cobrança e a execução das dívidas.
Conseguiu aprovar junto ao Conselho Municipal um novo Código de Posturas, com 82 artigos que disciplinavam os costumes na cidade e estabelecia multa aos infratores.
Em 1930, amargurado com a futura eleição, Graciliano deixou a prefeitura e mudou-se para Maceió, onde assumiu a direção da Imprensa Oficial do Estado, a convite do governador.
Graciliano estreou tardiamente na literatura, mas construiu uma obra-padrão do realismo moderno brasileiro:
- Caetés (1933): Seu primeiro romance, escrito anos antes e elogiado pela crítica.
- São Bernardo (1934): Romance psicológico e regional que narra a ascensão e a brutalidade do fazendeiro Paulo Honório.
- Angústia (1936): Obra densa focada na agonia mental de um funcionário público em Maceió, comparada a clássicos psicológicos mundiais.
- Vidas Secas (1938): Sua obra-prima máxima, que retrata a saga trágica e desumanizadora de uma família de retirantes nordestinos (Fabiano, Sinhá Vitória e a cachorra Baleia) fugindo da seca.
Prisão: Filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), Graciliano foi preso em 1936 durante a onda repressiva do governo Getúlio Vargas após a Intentona Comunista.
A experiência carcerária deu origem a Memórias do Cárcere (publicado postumamente em 1953). Escreveu também a novela infantojuvenil A terra dos meninos pelados.
Graciliano é considerado o mais importante ficcionista da Segunda Geração Modernista, fez parte do grupo de escritores que inaugurou o realismo crítico, representando os problemas brasileiros, em geral ou específicos, de determinada região.
A preocupação com a linguagem é o traço peculiar do escritor. O interesse de sua narrativa está centrado na problemática do homem. O interesse está diretamente voltado para o comportamento, atitudes e conduta humana, e a descrição da paisagem nasce da própria caracterização psicológica dos personagens.
Graciliano Ramos faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1953, vítima de câncer de pulmão. A casa onde o escritor viveu, em Palmeira dos Índios, foi desapropriada em 1965 pelo governo de Alagoas e transformada no Museu Graciliano Ramos.
E assim contei um pouco sobre este grande escritor que deixou grandes obras e um legado importante para a literatura.
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Um forte abraço.
Adriana Mellado
Links dos livros que li do escritor.
