Língua na areia – Natalia Borges Polessa

Nesta edição do nosso Contém um conto, trazemos uma história inédita de Natalia Borges Polessa.

Natalia Borges Polessa é doutora em teoria da literatura. Publicou Recortes para álbum de fotografia sem gente (2013), Coração à corda (2015), Pé atrás (2018) e Amora (2015), livro vencedor do Prêmio Jabuti 2016, em que explora as nuances das relações homoafetivas entre mulheres.

Em 2017, foi selecionada para a coletânea chilena Bogotá39. No Grupo Companhia das Letras, publicou Controle (2019) e Corpos secos (2020, em conjunto com Luisa Geisler, Marcelo Ferroni e Samir Machado de Machado). A autora tem seu trabalho traduzido para o inglês e o espanhol e sua obra está publicada em diversos países.

Um conto bem interessante sobre uma pessoa que está na praia tendo a experiência de tocar a areia, ver os bichinhos pequenos que ficam lá, sentir o sal da água do mar.

Sutilmente é descrito de forma lúdica e real ao mesmo tempo, como por exemplo, a experiência de tocar o mar passa desapercebido pelas pessoas que querem apenas se refrescar e não admirar e realmente sentir, viver aquela maravilha da natureza.

Sabe aquela aflição que temos quando pisamos na areia? Não é sentido pela personagem, cada pisada um momento de prazer e aos poucos vai se enraizando em seu corpo.

A personagem se desliga da vida, daqueles que chamavam para tirar uma foto e vive apenas aquele momento, sentir o mar, seu som, seus personagens, sua vida.

Como é bom tombar no mar, se divertir e ver o quanto que ele é mais poderoso que nós.

Assim é esse conto, sensacional e que nos convida a abraçarmos o mar quando estivermos com ele.

E acredito que passa também a mensagem de valorizarmos mais a nossa natureza, o que temos ali na nossa frente e maltratamos tantas vezes, seja jogando papel sujo, não cuidando, não preservando.

Leiam e reflitam sobre esse tema e veja como o simples é realmente o verdadeiro.

Até o próximo conto.

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