Ninguém ouve o sangue – Elizandro Todeschini
Que tal ouvir o comentário:

Olá leitores tudo bem?
O livro de hoje é diferente e me surpreendeu positivamente.
Com titulo e capa que fiquei curiosa, fui convidada pelo autor para conhecer a história escrita em 75 páginas.
Já no início você fica surpresa ao perceber que há uma mesclagem de ditadura, conservadorismo somados ao sentimento que um garoto sente pelos animais.
O menino não gosta de ver os animais sendo abatidos e seu sofrimento é comovente.
Estamos na década de 70 numa pequena cidade do interior do Rio Grande Do Sul.
Lá vive um homem que mata os animais para sobrevivência dele e da escola na qual este menino estudava. A merenda escolar recebia as carnes deste lugar.
A ditadura na época altera a vida e rotina de quem vive na cidade e divide opiniões.
Entendemos mais uma vez como os nossos políticos esquecem habitantes que moram nas pequenas cidades, só dando ênfase a serviços e melhorias para as capitais.
O maior desafio naquele lugar para o nosso menino era estudar. Só que a escola havia fechado sem previsão de abertura.
Seu dia-a-dia e suas expectativas são contadas em cada página.
Todos os personagens do livro são reais onde a bagagem emocional e a vida dura ditam o ritmo da leitura.
Não vamos esquecer que existem as trocas de favores do general e do dono do abatedouro. Essa parceria virá com violência após a perseguição de um jovem comunista.
O final é muito bom onde este menino, já adulto muda a sua vida, mas não a sua essência. Suas escolhas fizeram dele uma pessoa melhor que não esqueceu de ter empatia pelos outros.
O preço está muito bom para livro digital e dentro da média de mercado para livro físico.
Esta foi a dica de hoje.
Até o próximo comentário.
Adriana Mellado
