Feriado e descanso: que dupla perfeita.
Olá leitores tudo bem?
Hoje é feriado da Consciência Negra.
Pois bem, essa data passou a ter mais visibilidade no ano de 1971. No entanto, as mobilizações necessárias para isso começaram bem antes. Elas se iniciaram logo após a Abolição da Escravidão em 1888.
Após a abolição da escravidão, nenhuma assistência foi dada para os negros libertados.
A maioria dessas pessoas não tinha para onde ir e não sabiam trabalhar com outras atividades. Essas atividades não eram os serviços domésticos e agrícolas realizados nas fazendas.
Como consequência disso, a população negra passou a encontrar moradias nas periferias, isolados do centro da cidade onde vivia a elite brasileira.
Dessa forma, surgiram os morros, hoje em dia conhecidos de favelas, que eram o novo lar dos escravizados recém libertos.
A vida dos negros nos morros era precária, e indignados com toda a descriminação e exclusão sofrida, começaram a se mobilizar, criando organizações sociais e passaram a lutar pela inserção da população negra na sociedade brasileira.
Esse movimento perdurou por muitos anos e conquistou muitos feitos, mas somente na década de 1970 conseguiram estabelecer uma data para celebrar o Dia da Consciência Negra.
Essa conquista foi possível graças a um grupo de estudantes ativistas, que eram ligados a uma organização quilombola do Rio Grande do Sul que passou a reivindicar a celebração do Dia da Consciência Negra na data de 20 de novembro.
Apesar disso, foi só em 2003, com a aprovação do Senado Federal, que a data entrou para o calendário escolar por meio da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. E o Dia da Consciência Negra se tornou feriado apenas em 2011, pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.
A data foi escolhida como forma de homenagear o Zumbi dos Palmares, que morreu em 20 de novembro de 1695 e foi o maior líder do Quilombo dos Palmares no período da escravidão.
Um feriado com tantos significados.
Então hoje vou descansar e cuidar da minha saúde que ficou abalada alguns dias e amanhã tem comentário inédito aqui.
Um ótimo dia.
Adriana Mellado
