Textos da Dri – A chegada do meu irmão!

No Textos da Dri de hoje falarei um pouquinho sobre meu irmão pois domingo é seu aniversário e fica aqui meu presentinho.

Há mais ou menos um mês meu irmão estava internado no hospital pois foi andar de bicicleta e sofreu um acidente. Sério, porém sem sequelas, está em tratamento com a bacia machucada e ainda bem, sua vida já voltou ao normal.

Tomei um susto e quase infartei quando li sua mensagem, mas era ele que estava falando comigo, então sabia que estava bem. Passado o susto, agradeci ao Papai do Céu por proteger meu irmão e deixar viver mais um tempinho na Terra.

Então pensando no tema de hoje resolvi falar como foi sua chegada na minha ótima vidinha mimada.

Vamos lá.

Sem explicações na época sobre cegonha ou coisa parecida pelos meus pais, meu irmão chegou na minha vida quando eu tinha 6 anos e reinava na casa. Tinha tudo, era a princesinha e de repente aquele ser estava tirando meus pais de mim, pelo menos era assim que eu pensava.

Na verdade, meus pais só tinham olhos para ele que era gordinho, lindo, loirinho e eu baixinha, dentuça e magrela. Quanta raiva senti!

Quando minha mãe foi para o hospital no dia 24 de outubro de 1977 fiquei com minha avó que nem tinha muita intimidade, não convivíamos uma vez que ela morava em outro estado e por isso fiquei mal com catapora muito forte. Minha mãe chegou do hospital naquela época após dias e foi cuidar de mim. Pobrezinha.

Com o passar dos dias e já melhor, ninguém olhava mais para mim, que de repente fiquei de enfeite.

As visitas em casa só queriam saber dele: Ronaldo.

Para ajudar aquela bolinha com mãos e pés gordinhos adorava correr atrás de mim e minha mãe sempre pedia para “olhar” ele enquanto fazia as coisas. Nada estava a meu favor. Quanto mais me afastava, mais aquele ser vinha atrás de mim. Senhor, que grude!

Meus pais até falavam comigo que ele seria meu amigo, companheiro e era para brincarmos juntos, porém, o meu ciúmes era mais forte.

Um belo dia minha mãe pediu para que levasse o príncipe para tomar sol. Que saco! Lá fui eu empurrando um carrinho e ele com aqueles bracinhos fazendo graça e barulho com a boca. Jogava os brinquedos no chão e eu pegava. Me sentia triste!

Porém nesse dia tudo mudou! Estávamos tostando no sol quando umas meninas chatas que moravam no meu prédio apareceram e foram logo mexer com ele. No começo ele gostou, mas ficou irritado e eu que nem imaginava que faria aquilo, enfrentei as meninas e pedi para que fossem embora, que o irmão era meu!

O silêncio reinou, inclusive do meu irmão e elas saíram não acreditando na ousadia daquela baixinha e eu percebi que meu irmão era a coisa mais fofa do mundo! Ficamos unidos e felizes depois desse dia. Temos várias fotos sempre os dois juntos.

Quer dizer, brigávamos muito, ele pegava minhas coisas, mas depois tudo se resolvia.

Daquele dia em diante eu saberia que tinha apenas ciúmes e que meus pais também me amavam e voltei a sorrir e brincar com meu irmão e mal sabia que anos depois ele me dedaria para meu pai, informando os meninos que eu paquerava, mas isso é tema para outro texto.

Que bom que tenho ele na minha vida e que se transformou num marido, pai e profissional maravilhoso. Orgulho é pouco para demonstrar o meu amor.

Por isso Rô, hoje o Textos da Dri é para você e espero que domingo no seu aniversário, Deus permita muita sabedoria, saúde, paz e que você continue sendo esse irmão que mora no meu coração.

Te amo por todo sempre!

E você passou por isso quando chegou seu irmão? Se sim, conte como foi.

Até o próximo Textos da Dri!

Adriana Mellado

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