Textos da Dri – Biblioterapia

Em mais um Textos da Dri, esse tema foi indicado pela minha querida parceria Luciana Oliveira que pediu para falar sobre livros para fins terapêuticos.

Achei bem interessante o tema e fui em busca de saber do que se tratava e fiquei surpresa ao saber que em algum momento já tive contato com essa situação ou palavra.

Buscando na Wikipédia nossa grande companheira descobri que a primeira definição data de 1941 pelo dicionário especializado norte-americano Dorland’s Ilustrated Medical Dictionary, definindo-o como “o emprego de livros e a leitura deles no tratamento de doença nervosa”, que o termo biblioterapia vem tomando novas projeções.

Segundo pude estudar, ela (re) surge para ajudar em caráter preventivo crianças, adultos e idosos em diversas doenças e isso pode ser feita nas escolas, bibliotecas, hospitais, presídios, orfanatos etc.

De acordo com a etimologia da palavra, biblioterapia significa terapia por meio de livros. Assim, admite-se que há alívio, cura e tratamento por meio da palavra escrita dos textos literários.

As palavras têm o poder de transformação, tem conteúdo e significado, estruturam as nossas ideias e ajudam a desenvolver a nossa história como indivíduo. A leitura produz pensamento, gera oportunidades, aproxima pessoas e dá dignidade ao ser humano.

Ler é um exercício para o cérebro que estimula novas ligações neurais, as sinapses, e pode ajudar a evitar algumas doenças degenerativas como Alzheimer.

Há dois tipos de biblioterapia: a clínica e a de desenvolvimento. A biblioterapia clínica se preocupa com a doença e é aplicada por psicólogos. O público que recebe esse cuidado é bem variado: crianças de creche, de idade escolar, de casas de passagem, jovens, adultos, idosos. Os locais também são variados como hospitais, unidades escolares, asilos, empresas, condomínios, prisões, bibliotecas etc.

Já a biblioterapia de desenvolvimento busca aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo. Assim, não se fala em pacientes. É aplicada por bibliotecários, professores e procura integrar e harmonizar as dimensões sensoriais, afetivas e sociais do ser humano.  O cuidado do aplicador dessa modalidade de biblioterapia se manifesta na criação de um ambiente caloroso, de respeito às individualidades e sentimentos e na procura do restabelecimento do conforto psico-físico-social de todos e de cada um individualmente. É muito importante o diálogo após a história como meio de combater o desânimo e aumentar a autoestima das pessoas.

Tudo isso não substitui os medicamentos, como dizem os especialistas.

Existem vários vídeos na internet que falam sobre esse assunto tão importante e polêmicos para alguns, mas que nos leva sempre ao mesmo universo: a leitura.

Os livros mudam, aconselham, nos fazem sonhar e nos ajuda a viver num mundo melhor e como pessoas melhores.

Existe até lista de livros que fazem parte desse programa, mas prefiro dizer que cada um sabe o livro que tem, aquele que transmite uma mensagem e faz você nunca mais esquecê-lo. O livro sempre será o seu amigo.

E assim termino esse Textos da Dri com uma frase do ilustre Fernando Pessoa:

Ler é sonhar pela mão de outrem.

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Quer enviar sugestão de texto pode mandar aqui mesmo ou no e-mail adriana@comentalivros.com.

Até o próximo Textos da Dri.

Beijos.

Adriana Mellado

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